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por Lilian Matsuura
Pela segunda vez em 60 anos, a presidência da União Internacional de Advogados é ocupada por um brasileiro. O eleito, desta feita, é o advogado carioca Paulo Lins e Silva, de 62 anos. O pioneiro foi Arnaldo Medeiros.
A honraria de ter um brasileiro na presidência da mais importante entidade de representação da advocacia em âmbito internacional, se deve em primeiro lugar, aos méritos do escolhido. Mas o próprio credita o fato ao alto prestígio que desfrutam mundo a fora a advocacia brasileira em geral e a OAB em particular. Para Lins e Silva, no mundo inteiro, nenhuma outra Ordem tem o poder que a brasileira tem.
Em 2007, a UIA completa 80 anos, com quase dois milhões de advogados, distribuídos por cerca de 200 países, representados por Ordens, federações ou associações. Atua como órgão consultivo da ONU. Tem assento também no Tribunal Penal Internacional, na Corte de Haia, da Organização Mundial do Comércio e da Organização Internacional do Trabalho.
Lins e Silva assumiu a direção da entidade, em substituição ao americano Delos Lutton, em 3 de novembro, durante o 50º Congresso da UIA, em Salvador, na Bahia.
Nesta entrevista à Consultor Jurídico, além de enaltecer a atuação da OAB, Paulo Lins e Silva lançou luzes sobre o panorama da advocacia no mundo. Para ele, invasão de escritório e atropelo de prerrogativas não são privilégios negativos dos brasileiros. “Acontece também na Itália, em Portugal e na Polônia”. Mas não admite que se tergiverse na luta por sua defesa: “É uma questão de democracia”, diz.
Sustenta que não há razões para relativizar o respeito aos direitos fundamentais ou a quebra do sigilo na relação advogado-cliente. “Para enfrentar o poderio e a sofisticação do crime organizado, o Executivo tem de recorrer à inteligência policial e não invadir escritórios para obter informações sigilosas”.diz
O advogado discorre também sobre a expansão supranacional dos grandes escritórios de advocacia. “Não são escritórios de advogados, mas verdadeiras empresas multidisciplinares que oferecem todo tipo de serviço e aviltam os preços do mercado”, diz.
Sobrinho do lendário Evandro Lins e Silva, uma das maiores figuras do Direito Penal brasileiro que foi ministro da Justiça e do Supremo Tribunal Federal, Paulo é filho de Haroldo Lins e Silva, um dos primeiros advogados a se especializar em Direito de Família no Brasil. Também advogados são seu tio Raul e seu primo Técio Lins e Silva, secretário de Justiça do Rio na década de 1980.
Também participaram da entrevista os jornalistas Márcio Chaer e Maurício Cardoso.
Leia a entrevista
ConJur — Os chefes de Estado dos países integrantes do G7 concluíram que os governos não têm força para combater o crime organizado. Entenderam que era preciso convocar a sociedade para compartilhar o papel de Polícia. Instituições como bancos e corretoras teriam a obrigação de prestar informações sobre seus clientes. Advogados também deveriam repassar informações sobre eventuais crimes cometidos por seus clientes. O que o senhor pode dizer a respeito desse assunto?
Paulo Lins e Silva — No mundo inteiro, estamos preocupados com essa questão. Na Itália, por exemplo, procura-se legislar a obrigatoriedade de o advogado passar informação sobre o cliente. A União Internacional dos Advogados (UIA) está atenta, em parceria com a Ordem dos Advogados da Itália e também da Polônia, para evitar que essa norma seja aprovada. Hoje, nós advogados somos as vítimas, como eram os religiosos na fase da Inquisição. O padre, quando recebe os dons para exercer o sacerdócio, é obrigado a guardar segredo absoluto. Os advogados também. Quando faz o juramento, tem obrigação de manter sigilo. O advogado é diferente inclusive do terapeuta, do psiquiatra, do psicólogo, do psicanalista. A ética da profissão deles permite que revelem segredos de seu paciente, em caso de interesse de ordem pública. A nossa profissão não.
ConJur — Se a norma for aprovada, o cliente pode ficar inseguro para falar sobre o seu caso.
Paulo Lins e Silva — O Saddam Hussein, por pior que descubram que ele seja, tem direito à defesa. O ex-ditador Slobodan Milosevic, que exterminou diversas etnias na Iugoslávia, tem direito à defesa. [Adolf] Hitler, se tivesse sobrevivido, também teria direito à defesa. Há a possibilidade de o advogado escolher se aceita ou não o caso, mas o cliente tem de ter confiança para revelar tudo. O nosso Código de Ética e a formação histórica da profissão garantem o direito de guardar segredo.
ConJur — Se o advogado tiver conhecimento prévio de um crime que o seu cliente vai cometer, o senhor acha possível que o advogado seja responsabilizado como cúmplice?
Paulo Lins e Silva — É muito comum um policial prender uma pessoa que acabou de furtar ou roubar um automóvel e ela já ter um cartão do advogado no bolso. Existem advogados que trabalham exclusivamente no campo da contravenção ou aqueles que atendem clientes ligados ao narcotráfico. Há muitas especialidades. Mas o advogado que se depara com aquele cliente contumaz, que diz “doutor, eu vou matar um sujeito amanhã. Como é que eu devo agir? Levo luva ou não levo luva?”, está impedido eticamente de assistir o criminoso. No Direito Penal pode-se perfeitamente dizer: “aceito ou não aceito”. Os advogados que levaram armas e celulares para os presídios, que transmitiram notícias do preso para o mundo do crime, como o que aconteceu em São Paulo, foram punidos pela Ordem dos Advogados do Brasil. Eles estão proibidos de exercer a profissão. Se repetirem, serão excluídos da classe. A OAB é uma das instituições mais prestigiadas no Brasil e no mundo. Nenhuma ordem no mundo inteiro tem poder que a OAB tem.
ConJur — Mesmo com todo esse poder e com um ex-presidente da OAB no Ministério da Justiça [Márcio Thomaz Bastos], foram registrados mais de cinco casos de invasão de escritórios pela Polícia Federal em busca de documentos protegidos pela inviolabilidade constitucional, para usar contra o cliente. Onde é que está esse poder da OAB?
Paulo Lins e Silva — A Polícia Federal usou um meio ardil. Ela pediu autorização para entrar nos escritórios diretamente a um juízo federal e o juiz concedeu. Entrou baseada na legitimidade de uma decisão judicial.
ConJur — Há registros de invasão em outros países?
Paulo Lins e Silva — Na França e na Itália houve invasão de escritórios. A UIA está tomando posição localmente para defender a classe. Essas invasões são assumidas como grave violação ao exercício da profissão. Não se pode permitir que o Poder Executivo invada o exercício de um dos elementos básicos do Poder Judiciário que é o advogado. O Senado dos Estados Unidos aprovou uma legislação que permite o rompimento da privacidade do cidadão e do advogado. A presidente da American Bar Association [equivalente nos EUA à OAB], Karen Mathis, relatou também o inconformismo dos advogados norte-americanos com a violação do segredo do cliente. O Poder Executivo não pode invadir o manto sagrado do Poder Judiciário.
ConJur — O que o senhor pensa da alegação de que para enfrentar o poder e a sofisticação do crime organizado deve-se tolerar uma relativização dos direitos individuais e garantias fundamentais.
Paulo Lins e Silva — Estamos em uma Democracia. O Poder Executivo tem força suficiente e meios próprios para coibir o crime organizado. Tem de criar métodos de inteligência para chegar às informações necessárias sem usar a habilidade, o trabalho e o poder do advogado. O que não pode é entrar em desespero e invadir a casa do advogado que é inviolável. Isso é um crime, uma violação, uma aberração. Vamos prender padres, prender rabinos, prender pastores, invadir as religiões? Não podemos.
ConJur — As informações do jornalista também devem ser preservadas.
Paulo Lins e Silva — Não se pode usar informações do jornalista. O off, por exemplo, é uma palavra sagrada entre o jornalista e a fonte. Se o jornalista publicar tudo o que seu entrevistado disse em off, vai desmoralizar a fonte e o seu próprio trabalho. Deve haver ética no trabalho. Sou especialista em família e sei de histórias de traições que não posso revelar. Nem anoto, minha memória é muito boa.
ConJur — Um advogado que atua no contencioso, formado, e credenciado em um país não tem condição de exercer a advocacia em outro país. Já no campo consultivo, estamos convivendo com o contrato mundial, em que mesmo contrato para fusão e aquisição vigora nos Estados Unidos, na China, no Brasil. Não seria bem vinda uma flexibilização na possibilidade de prestação de serviços jurídicos por escritórios estrangeiros em outros países?
Paulo Lins e Silva — Os estrangeiros estão tentando se expandir em diversos países. Eles tentaram, mas não conseguiram fazer isso no Brasil. Estamos em segundo lugar, em número de advogados no mundo. Os Estados Unidos estão em primeiro lugar. Em segundo o Brasil, seguido pela Índia e pelo México. Os EUA têm 700 mil advogados, o Brasil tem 550 mil, a Índia deve ter uns 400 mil, mas lá você é considerado advogado quando ainda é estudante. Um juiz pode dar autorização para o estudante treinar na profissão.
ConJur — Quais são os escritórios estrangeiros que estão tentando se expandir?
Paulo Lins e Silva — São trades, grandes multinacionais de auditoria, como a PricewaterhouseCoopers, que oferecem um pacote com diversos tipos de serviço por preços acessíveis. Auditoria, contabilidade, investigação privada com detetives e advocacia. Pretendem fazer da advocacia um comércio. Como se os advogados estivessem vendendo uma mercadoria e não a atividade intelectual. Com estas empresas, o advogado artesanal e as sociedades pequenas e médias são aniquilados.
ConJur — Elas oferecem serviços jurídicos também?
Paulo Lins e Silva — Sim. Sai muito mais barato contratar esse pacote de serviços do que pagar um escritório de bom nível no Brasil. As empresas começam a pensar: “Para que vou pagar um grande escritório vinculado ao Cesa [Centro de Estudos das Sociedades de Advogados], se eu posso pagar essas multinacionais prestadoras de multiserviços? É mais barato”. Só que aqui no Brasil não colou e não está colando. Nós estamos resistindo.
ConJur — Qual o inconveniente em contratar uma empresa dessas?
Paulo Lins e Silva — Ao contratar essas empresas, está se tirando o exercício livre de um escritório, de um advogado, para colocar no mercado um advogado que presta serviço para essa auditoria, ganhando um salário ridículo, e proporcionar grandes lucros à instituição. Na Espanha e na França, no começo, acharam uma maravilha o maior escritório de advocacia inglês ou norte-americano comprar um dos seus escritórios mais importantes. Na realidade, não era um escritório inglês ou norte-americano que estava comprando o escritório francês. Era a auditoria que tinha comprado aquele escritório e passou a dominar o serviço. Hoje, na França, estão sentindo o reflexo da compra de seus escritórios e estão lutando contra a atividade dessas empresas.
ConJur — Para o cliente não fica mais barato?
Paulo Lins e Silva — O cliente que era atendido pelo escritório que foi comprado pela auditoria percebe que o serviço não é mais o mesmo. Do antigo escritório ficou só a marca. É a mesma coisa que querer ressuscitar a Vasp. Usa-se o nome da companhia para voar, mas não se tem a mesma qualidade. É isso que essas grandes prestadoras de serviço estão fazendo. Estão dominando o mundo inteiro. Compraram escritórios na Espanha, em Portugal, na França, na Itália. Os grandes escritórios viraram empregados deles.
ConJur — Existe uma fórmula para os grandes escritórios atuarem internacionalmente?
Paulo Lins e Silva — Eu sou advogado especializado em Direito de Família, o único latino-americano que integra a Internacional Academy of Matrimonial Lawyers. Quando meus colegas do exterior precisam de um advogado brasileiro, indico um escritório. Eles não precisam comprar um escritório no Brasil e vice-versa. Têm-se advogados locais que prestam serviços para escritórios estrangeiros. Os diretores e os sócios são sempre advogados locais. Não é isso que acontece com essas empresas de auditoria multidisciplinar. Elas começaram a invadir até os negócios de compra e venda de imóveis. Para que chamar um advogado se elas têm um avaliador, um contador para fazer apuração dos haveres, um grande engenheiro para avaliar todo ativo? “Nós fazemos tudo. Para que um advogado?” É concorrência desleal. Por esse caminho, a medicina está se aniquilando. Se o médico tiver de sobreviver dos convênios, ele morre de fome. As grandes empresas de seguro de saúde ganham dinheiro mediante a exploração dos médicos. Os advogados não vão permitir que isso aconteça.
ConJur — Tem gente dando idéia de fazer convênio para advogado.
Paulo Lins e Silva — Na Argentina fizeram um pool de escritórios. Pagava-se uma cota anual ou mensal para ter assistência jurídica.
ConJur — Não é um exemplo a ser seguido?
Paulo Lins e Silva — A Argentina não é bem organizada. Lá não tem Exame de Ordem. Só o Canadá, os Estados Unidos e o Brasil no continente inteiro têm Exame de Ordem obrigatório. Isso é motivo de muito orgulho para o país.
ConJur — E na Europa?
Paulo Lins e Silva — Na Europa são poucos os países em que há esse requisito. O Brasil tem de agradecer ao Reginaldo Oscar de Castro [ex-presidente da OAB nacional], Rubens Approbato Machado [ex-presidente da OAB] e Roberto Busato [atual presidente da OAB]. Hoje a Ordem dos Advogados do Brasil tem um brasileiro na presidência mundial dos advogados. Os brasileiros estão disputando os principais cargos da advocacia institucional no exterior, graças à seriedade da OAB. Eu fui presidente da Federação Interamericana de Advogados [FIA] em 1998 e 1999.
ConJur — Como foi sua trajetória rumo à presidência da UIA?
Paulo Lins e Silva — Cheguei ao exterior com o apoio da OAB e também pela grande repercussão na Europa do fato de eu ter libertado 35 advogados presos por Alberto Fujimori [presidente do Peru, de 1995 a 2000]. Entrei duas vezes em prisões para poder ver os advogados. Estavam prendendo os advogados que assistiam aos guerrilheiros do Sendero Luminoso. Jovenzinhos idealistas. O governo prendia o advogado, prendia o cliente e invadia o escritório. Na Era Fujimori aconteceu muito isso. Ao todo, eram 50 advogados presos e eu consegui libertar 35.
ConJur — Como o senhor conseguiu libertá-los?
Paulo Lins e Silva — Denunciei as prisões à OEA [Organização dos Estados Americanos], à Associated Press, à Anistia Internacional. Aí o Fujimori ficava preocupado e libertava os advogados. Foi a única forma que encontrei. Inclusive, fui ameaçado de morte no Peru.
ConJur — Hoje, quais são os países onde existem grandes casos de violação das prerrogativas e dos direitos dos advogados?
Paulo Lins e Silva — Na Europa, Itália, Polônia e os novos países do leste. O Iraque está tentando se reconstituir, mas há dificuldades. Em Ruanda também há sérios problemas.
ConJur — Que tipo de problemas há na Polônia e na Itália?
Paulo Lins e Silva — A invasão de escritórios e a quebra do sigilo. Os advogados também se sentem inseguros para ir a uma delegacia ou a um presídio. São problemas que a UIA está tentando resolver.
ConJur — O que faz a União Internacional dos Advogados?
Paulo Lins e Silva — A UIA protege os direitos dos advogados. Serve para desenvolver cientificamente os advogados, através das comissões de estudo que mantém. Nos congressos anuais que promove, estuda-se Direito da Família, Direito Bancário, o futuro do advogado, a organização do escritório, Direito Comercial, Direito Trabalhista, a defesa da Defesa. Temos uma grande variedade de especializações dentro do programa científico, para o desenvolvimento cultural do advogado. A UIA se diferencia das outras instituições internacionais de advogados porque somos a única multi-étnica. Podemos falar em qualquer idioma, não somos obrigados a falar inglês. Temos três idiomas de trabalho: espanhol, francês e inglês. E temos oito idiomas oficiais.
ConJur — Como são eleitos os presidentes da UAI?
Paulo Lins e Silva — Na UIA temos um critério democrático de eleição. O presidente é eleito pelas Ordens dos Advogados. Os presidentes nacionais e diretores de cada Ordem são previamente convocados para as eleições. Eles se reúnem e votam nominalmente. Eu tive o privilégio de ter 85 % dos votos. Me orgulho disso.
ConJur — Quem pode se filiar à UIA?
Paulo Lins e Silva — Qualquer advogado militante que apresente declaração de que não tem processo disciplinar. Convocamos o comitê de direção da entidade. Os conselheiros lêem o currículo e aprovam ou não. Recentemente, duas Ordens da Romênia disputavam uma vaga na UIA. Uma delas era só de advogados. A outra, tinha advogados, mas também tinha despachantes, corretores. Nossa opção foi ficar com a entidade só de advogados. Temos grande cuidado ético na escolha dos associados.
ConJur — Como a UIA se financia?
Paulo Lins e Silva — Vive da contribuição dos membros individuais e das Ordens nacionais.
ConJur — Como que funciona a representação na ONU?
Paulo Lins e Silva — Somos um órgão consultivo. É a única entidade de advogados que tem assento. Temos uma bancada para cinco representantes em todas as reuniões da ONU. Toda vez que há dúvida sobre a aplicação de uma norma, somos consultados. Também participamos diretamente do Tribunal Penal Internacional, da Corte de Haia, na OMC [Organização Mundial do Comércio] e da OIT [Organização Internacional do Trabalho].
ConJur — Esse ano, o foco de discussões da UIA foi Direitos Humanos e Meio Ambiente. E no ano que vem?
Paulo Lins e Silva — Continua sendo Direitos Humanos e Meio Ambiente. O Congresso de 2007 da UIA será em Paris, de 31 de outubro a 3 de novembro. Vamos discutir os direitos da mulher.
ConJur — O senhor criou a Comissão de Relações Internacionais da OAB. O que ela faz pelos advogados brasileiros?
Paulo Lins e Silva — Eu comecei em 1987. O Márcio Thomaz Bastos [à época presidente da entidade], sabendo que eu gostava, me chamou: Eu topei. Comecei o trabalho aos poucos e hoje a comissão tem doze advogados integrantes. Em todos os congressos a OAB tem um representante. Se houver um congresso de advogados na Tanzânia, chega um convite, e tem um advogado brasileiro lá. Além disso, temos convênios com grandes escritórios da França, da Inglaterra, da República Dominicana, da Argentina.
ConJur — E o que esses convênios prevêem?
Paulo Lins e Silva — Troca de advogados, estagiários. Nesse ano, diversos advogados brasileiros foram estagiar nos grandes escritórios ingleses. Eles voltam mais bem habilitados e com bons empregos no Brasil. No ano que vem, vamos receber advogados franceses e mandar estagiários para lá.
ConJur — A UIA está atuando na defesa de cinco cubanos que estão proibidos de sair dos Estados Unidos. O que está acontecendo lá?
Paulo Lins e Silva — São cinco cidadãos cubanos que foram presos nos Estados Unidos, sob acusação de terrorismo. Eles foram julgados e condenados na Flórida. Houve um recurso argüindo a suspeição dos juízes da Flórida. A Corte Suprema acolheu o recurso e determinou que eles fossem julgados por outro estado. Foram à Carolina do Norte. Resultado da sentença: absolvidos. Todos foram absolvidos. Só que continuam presos porque o Poder Executivo não os deixa voltar para Cuba.
ConJur — São advogados?
Paulo Lins e Silva — Não são advogados. Acontece que todo o trabalho que o advogado fez foi desrespeitado por aquele país.
ConJur — Tem casos como esse no Brasil?
Paulo Lins e Silva — Tem. Houve uma repercussão interessante do padre Boeing, durante o 50º Congresso da UIA, em Salvador, na Bahia. O padre esteve lá e denunciou: “a minha vida vale R$ 50 mil. Dorothy Stang foi assassinada por esse preço, o próximo sou eu”. Esses fatos têm projeção no mundo inteiro. Se ele for assassinado, vai aparecer na primeira página dos jornais. Não só no Brasil, no mundo inteiro. A relatoria da Comissão de Direitos Humanos é imensa, problemas na Venezuela, na Colômbia, no Chile, no Equador e no Brasil, casos pequenos vão relatando. A UIA atua em todos esses casos.
ConJur — No caso de Guantánamo, a UIA atua de alguma maneira?
Paulo Lins e Silva — Já criticamos Guantánamo, formalmente, às Nações Unidas. Não é possível continuarmos a alimentar países que mantém prisões em outros territórios. Não só mantém prisões, como exibem prisioneiros andando acorrentados e dormindo em cubículos que nem para animais são admitidos. A UIA tem uma Comissão de Assistência a Prerrogativas da OAB. Estamos ligados vinte e quatro horas no mundo inteiro para proteger os advogados. O governo norte-americano não respeita os Direitos Humanos. Em 2003, a Ordem Mundial dos Advogados tomou posição contrária à invasão dos Iraque pelos Estados Unidos. Três meses depois, o presidente George W. Bush não quis saber de ONU, de Ordem Mundial. Invadiu o Iraque.
Revista Consultor Jurídico, 19 de novembro de 2006
COMO COMPACTUAR COM ISSO, MEU DEUS??????
Já que nobre colega desfilou as propostas do candidato D´Urso é preciso lembrar que basta mostrar algumas das arbitrariedades que a atual gestão vem encabeçando para despertar nos colegas o desejo de mudar.
O paralegal e a Lista Negra são suficientes para mostrar que a OABSP está desvirtuada dos verdadeiros propósitos da nossa classe.
Além disso, há uma NEBULOSA ASTRONÔMICA, sobre as contas da CAASP que nos fazem crer que estamos sendo enganados, com contas mirabolantes numa verdadeira engenhoca financeira para mascarar a realidade. Quem duvidar que leia a matéria publicada em 07 de novembro, da autoria de João José Saddy intitulada {Eleições da OAB-SP -Propaganda da chapa da situação manipula informações}, onde ele inicia contando a manipulação marqueteira usada pela OABSP, onde até no carnê das anuidades, já vinha anunciando =inocentemente= a expressão eleitoreira =NOVA OABSP= usada pelo nosso atual presidente.
É EVIDENTE QUE MUITOS ADVOGADOS ESTÃ OFECHANDO OS OLHOS E SE DEIXAM MANIPULAR E ATÉ PARECEM BIRRENTOS, PPOIS REAFIRMAM SEU APOIO À SITUAÇÃO.
PARECE UM POUCO AQUELA COISA DO LULA, NÃO IMPORTA QUE ELE ESTEJA SENDO PROCESSADO, VOU VOTAR NO QUE VAI GANHAR,COM A RESSALVA QUE LULA USA PROJETOS SOCIAIS DE SOLUÇÃO DUVIDOS AO LONGO DO TEMPO, E NOSSO PRESIDENTE USA DE FORMA ESCANCARADA A NOSSA "INOCÊNCIA E A NOSSA ACOMODAÇÃO".
VOCÊ QUE VAI VOTAR NELE NOS EXPLIQUE ESSAS CONTAS DA CAASP, QUEM SABE A RESPOSTA NOS FAÇA MUDAR DE IDÉIA.
NÃO SABEMOS COMO FOI PPOSSÍVEL GASTAR TANTO EM PUBLICIDADE E EM VIAGENS, POR EXEMPLO...
POR FAVOR CAROS APOIADORES DO D´URSO NOS EXPLIQUEM ESSAS SITUAÇÕES...
"Os dados que constam no site da entidade registram que a atual gestão encontrou R$ 2,3 milhões de patrimônio social negativo e fechou o primeiro ano elevando esta marca para R$ 12,1 milhões. No entanto, a propaganda institucional que fala dos propalados feitos da “nova” OAB-SP anuncia que os candidatos à reeleição teriam encontrado R$ 6 milhões de patrimônio social negativo e o reduziram para modestos R$ 600 mil, no curto espaço de dois anos. A primeira informação, contudo, não bate com o que consta do balanço publicado e a segunda induz o leitor a pensar em maravilhas administrativas.
No entanto, a propaganda omite que o segundo ano foi bafejado pela iniciativa do Conselho Federal que reduziu a contribuição das seccionais, de 15% para 10% e para as Caixas, de 27,5% para 20%. A graça, vinda de cima, gerou a redução das contribuições para o Conselho Federal em R$ 7,1 milhões e para a Caasp em R$ 9,9 milhões. Além disto, o Conselho Federal concedeu à seccional uma “assistência financeira” de R$ 6 milhões no exercício de 2005. Contabilizadas estas somas como receita para aquele ano, os candidatos à reeleição puderam anunciar superávit e a obtenção de aparente patrimônio social positivo. Os candidatos omitem cuidadosamente que tal resultado decorre fundamentalmente daquelas benesses federais e do fato de que reajustaram a anuidade em 9,09%, depois de três anos em que o valor da mesma ficou congelado. Naturalmente, descontados os favores federais e a oneração da contribuição dos inscritos, os efeitos de quaisquer esforços administrativos não teriam tamanho impacto de marketing.
Por outro lado, a dívida da entidade para com a Caasp fechou 2004 no importe de R$ 32 milhões e, aparentemente, será transmitida aos próximos dirigentes do mesmo tamanho em que foi recebida, sem qualquer amortização durante todo o período. Este é um problema cuja solução vem sendo adiada, mas que não deveria ser escamoteado ao conhecimento do eleitor.",
a qual finaliza:
"A batalha eleitoral apresenta este tipo de dificuldade para as oposições: a propaganda da situação manipula informações, apresentando pratos prontos e omitindo o que acontece lá dentro da cozinha. O imobilismo próprio das políticas desenvolvidas por esta gestão fez com que os problemas da advocacia somente tenham sofrido agravamento nos últimos anos. O eleitor poderá melhor escolher entre a situação e a oposição, simplesmente, analisando como ficaram o mercado de trabalho, o respeito ao advogado, o andamento dos serviços forenses, comparando o “antes e depois” da atual gestão.
Revista Consultor Jurídico, 7 de novembro de 2006 "
Precisamos arregaçar as mangas e perseverar nesta luta, pois, o nosso maior inimigo é a acomodação. Pois, inocentes não somos, trabalhamos muito, não temos tempo para muitas coisas necessárias para a nossa própria vida pessoal e familiar, mas não podemos aceitar o que nos impõe a situação.
Por isso, vamos acordar e nos enxergar como peça essencial nesse processo.
Além disso, as representações contra a situação estão empacadas na comissão eleitoral enquanto que aquelas que a chapa D´Urso propôs contra os candidatos da oposição estã ao todo vapor.
É o trem a carvão contra o trem bala. Quem pode mais chora menos.
COMO COMPACTUAR COM ISSO, MEU DEUS??????
Mas falando em lista, os processos contra a OAB já começaram. É esperar prá ver.
CARO COLEGA !!!!!
A OAB é nossa, de cada advogado. Vamos estrelar essa nova gestão e sair do monólogo do qual somos apenas espectadores.
CONHEÇA a chapa Rui Fragoso e Rosana Chiavassa e suas propostas, no site
www.ruifragoso.adv.br
Vote na oposição EM DEFESA DA ADVOCACIA!!!
Confira abaixo as maiores realizações da Gestão D'Urso:
1. IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE PUBLICAÇÕES ON-LINE GRATUITAS
Implantação, via internet, do sistema de publicação das intimações do Diário Oficial de São Paulo e da União totalmente gratuitas para os 250 mil colegas e 40 mil estagiários.
2. PRERROGATIVAS PROFISSIONAIS – PROJETO DE CRIMINALIZAÇÃO DAS VIOLAÇÕES
Defesa das prerrogativas profissionais de forma intransigente e do projeto de criminalização das violações dessas prerrogativas. Primeiro desagravo em praça pública.
3. GARANTIA DE PERMANÊNCIA DO CONVÊNIO DE ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA COM A OAB
Projeto de emenda para manter o convênio da OAB/SP com a Defensoria Pública e negociação da tabela de honorários.
4. CERTIFICAÇÃO ISO 9001
Para arrumar a casa após a descentralização, buscou-se a gestão de qualidade por meio da certificação ISO 9001.
5. VOLTA DA CARGA RÁPIDA
Conquista do retorno da carga rápida, de forma a facilitar e tornar menos oneroso o dia-a-dia da advocacia.
6. "SERASA" DA OAB SP
Cadastro dos nomes das autoridades que violam as prerrogativas profissionais dos advogados para ser consultado na ocasião das inscrições para indeferir os pedidos dos violadores quando se aposentam.
7. RENOVAÇÃO GRATUITA DA CARTEIRA DO ADVOGADO
Fornecimento da nova carteira, sem qualquer custo, para todos os inscritos adimplentes.
8. APERFEIÇOAMENTO DO JORNAL DO ADVOGADO
Com nova programação visual, traz seções, mais conteúdo, mais informação e o mesmo compromisso com a verdade junto ao leitor.
9. PLANO DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR DA OAB SP/CAASP
Denominado OABPrevi-SP, é um fundo social-institucional sem fins lucrativos, criado para advogados.
10. AMPLIAÇÃO E DESCENTRALIZAÇÃO DA CAASP
A OAB SP manteve religiosamente os repasses à CAASP, para realização da ampliação e descentralização de seus pontos e serviços: saúde, dentistas, campanhas, livrarias, farmácias e pontos da Receita Federal.
11. INAUGURAÇÃO DA SALA DO ADVOGADO NO NOVO FÓRUM TRABALHISTA E NA POLÍCIA FEDERAL
Um espaço com 324 m2, que possui 24 computadores divididos em ilhas, mesas de trabalho, impressoras e fotocopiadoras, para apoio à advocacia.
12. DIMINUIÇÃO DO VALOR DO XEROX
Redução considerável no valor das fotocópias para os membros da OAB SP. As renegociações propiciaramredução de 25% no preço do xerox, que não precisa mais ser subsidiado pela OAB SP.
13. CAMPANHAS
Realização de campanhas de comunicação sobre ética, carga tributária e contra o nepotismo, a pedofilia, a violência contra a mulher e a discriminação contra deficientes.
14. DESCENTRALIZAÇÃO POLÍTICA E ADMINISTRATIVA
Fortalecimento dos laços entre advogados com a OAB SP em todo o estado, valorizando as subseções, realizando a descentralização política, administrativa e financeira.
15. REALIZAÇÃO DE CURSOS E PALESTRAS
Para aprimoramento e atualização profissional de todos os inscritos, foram realizadas mais de 4 mil palestras média de 8 palestras por dia em todo o Estado.
16. SANEAMENTO FINANCEIRO E TRANSPARÊNCIA
Contenção de despesas e melhoria na arrecadação das receitas, por meio de uma nova política de administração dos recursos da entidade. A OAB SP não tem um centavo de dinheiro público. É tudo fruto do trabalho do advogado(a).
17. REINSERÇÃO DA OAB SP NA LIDERANÇA E ARTICULAÇÃO DA SOCIEDADE
Exposição da OAB SP e da voz da advocacia paulista pela mídia e junto à sociedade, reinserindo a ordem na liderança da sociedade. Quanto mais respeito à OAB, mais respeito à advocacia.
18. CRIAÇÃO DA COLÔNIA DE FÉRIAS DOS ADVOGADOS
Construção de apartamentos na colônia de férias às margens do Rio Paraná.
19. AMPLIAÇÃO DOS ESPAÇOS DE APOIO PROFISSIONAL AOS ADVOGADOS
Novas salas de Advogados nos Fóruns - 26
Novas Casas dos Advogado - 22
Casas reinstaladas - 56
Total - 104
(e mais 39 reformas e construções em andamento)
Computadores adquiridos - 746
A Advocacia Pede Bis!!!
Chapa 12!!!!
Caras Advogadas e Advogados
Estas são propostas de um grupo sério liderado por um Jovem que mostra-se lider nato - Luiz Flávio Borges D'Urso.
CHAPA 12 É D'URSO e D'URSO É 12
NOVAS PROPOSTAS DE D'URSO
1. Campanha permanente de valorização da advocacia;
2. Fortalecer ainda mais a defesa das prerrogativas profissionais;
3. Disponibilizar no site todas as palestras realizadas na OAB SP;
4. Estender o plantão 24 horas de defesa das prerrogativas para todo o Estado;
5. Lutar pela liberação dos carros de advogados no rodízio da capital;
6. Manter as gestões junto ao Judiciário, para acelerar o tempo do processo e seus resultados;
7. Implementar as conquistas para Assistência Judiciária junto à Defensoria Pública no novo convênio (nova tabela de honorários);
8. Criar uma linha de crédito para o advogado montar o primeiro escritório;
9. Ampliar ainda mais a rede de farmácias e livrarias da CAASP no interior;
10. Aumentar a rede de convênios em estacionamentos próximos aos Fóruns;
11. Expandir todos os serviços da CAASP;
12. Seguir na luta de apoio ao jovem advogado;
13. Criar o Reclame Rápido para melhorar o atendimento dos advogados nos cartórios e acabar com as filas;
14. Implantar internet nas salas de advogados nos Fóruns;
15. Fazer aprovar as Leis de Defesa da Advocacia e de recuperação do mercado, já propostas pelOAB SP, entre eles a obrigatoriedade de advogados em todos os processos;
16. Integrar os serviços oftalmológicos com a criação da Ótica do Advogado;
17. Fazer aprovar a proposta apresentada pela OAB SP para criminalizar as violações das prerrogativas profissionais;
18. Obter atendimento preferencial aos advogados nos postos do INSS;
19. Expansão do Convênio da Delegacia da Mulher;
20. Ampliar o protocolo integrado na subsecção com a justiça do trabalho;
21. Prosseguir na luta para reduzir as taxas judiciárias;
22. Exigir atendimento preferencial para o(a) advogado(a) acima de 65 anos, para as advogadas gestantes e os(as) advogados(as) portadores de necessidades especiais;
23. Continuar lutando contra todas as formas de invasão do mercado de trabalho dos advogados;
24. Lutar firmemente contra o exercício ilegal da profissão;
25. Implantar uma rede de serviços nas Subsecções para atender, à distância, advogados de outras comarcas;
