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O Estado de Roraima quer suspender a Portaria 534/2005, do Ministério da Justiça, e o Decreto Presidencial de 18 de abril de 2005, que tratam da ampliação e demarcação da área indígena Raposa Serra do Sol. Por isso, ajuizou Ação Cautelar contra a União e a Fundação Nacional do Índio (Funai) no Supremo Tribunal Federal. O pedido será analisado pelo ministro Carlos Ayres Britto.
Para o procurador-geral de Roraima, o recurso tem como fundamento supostas ilegalidades ocorridas na demarcação da terra indígena. Ele afirma nos autos que a ampliação prevista pela portaria do Ministério da Justiça não excluiu da área imóveis rurais titulados pelo Incra, antes da Constituição de 1934. Isso configuraria posse indígena imemorial.
De acordo com o procurador, os beneficiários dos títulos definitivos cumpriram todas as exigências estabelecidas pelo Instituto, em alguns casos certidões negativas da própria Funai, atestando a inexistência de índios na área.
A área, de aproximadamente 20 mil hectares, representa 4,19% da área total demarcada. Ela é utilizada para o plantio de arroz. Segundo o procurador, a atividade agrícola assegura mil empregos diretos e 6 mil indiretos.
Por considerar que o processo estaria “cheio de nulidades absolutas”, o estado de Roraima quer suspender os efeitos da portaria e do decreto do presidente da República. O objetivo é evitar a desocupação dos imóveis que estão dentro da terra indígena Raposa Serra do Sol até o julgamento final da ação cível originária.
AC 1.794
Revista Consultor Jurídico, 10 de setembro de 2007
Quando os "portugas" chegaram aqui, os índios eram os donos das terras. Não havia cercas, nem propriedade. O "bem comum" nada mais era do que isto: um "bem comum".
A partir do momento em que os ditos "civilizados" aqui chegaram, começou a matança dos donos da terra, a tentativa de escravizá-los e começou a aparecer o sentido da "propriedade".
Hoje em dia, os antigos donos da terra vivem em "reservas" que mal dão para que eles continuem a viver como viviam: livres, para ir e vir; para caçar e comer; até para pescar eles devem ter de pagar a maldita licença.
Não demora - se é que já não estão - eles terão que pagar a taxa de uso da água, para cozinharem e beberem.
Quando veio a tal de "proclamação da república" (nome interessante, esse: "res publica", que significa "coisa do povo" - e o povo foi o que menos participou da república), a coisa só fez piorar.
Depois, quando os índios invadem os postos do pessoal que devia defendê-los - e os explora - o pessoal reclama.
O Mário Juruna é que tava certo: toda vez que ele ia conversar com um branco, ele levava um gravador.
E agora, o governo de Roraima quer tomar as terras dos índios. Ora, vão se catar.
Ô RAÇA!!!
Francisco Alexandre Zerlottini. BH / MG
