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História da Justiça

Comemoração do bicentenário volta à era do rádio

Para comemorar os 200 anos do Judiciário, o Supremo Tribunal Federal foi resgatar na velha radionovela a fórmula para exibir, de maneira leve e descontraída, a evolução da Justiça no Brasil. O programa institucional é transmitido pela Rádio Justiça. O primeiro capítulo foi ao ar no dia 7 de abril. A série terá 20 capítulos e será transmitida de segunda à sexta-feira, até o dia 2 de maio.

A radionovela retrata a chegada de Dom João VI ao país, em 1808, até os dias atuais. Há interação entre personagens reais, como Dom Pedro e a Corte portuguesa além de personalidades fictícias. Os atores são repórteres, editores, locutores e técnicos da TV e da rádio, convidados e ensaiados conforme os perfis dos personagens.

O roteiro das radionovelas é feito pelo jornalista Guilherme Macedo, que também é um dos atores. “Dou um tratamento dramático a fatos que tiveram repercussão na Justiça. Faço uma pesquisa sobre temas e depois os dramatizo”, disse Macedo em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. “A expectativa é fazer com que a programação da TV Justiça se torne mais popular.”, afirmou.

Viviane Yanagui, uma das produtoras da peça, e também atriz, informou que o projeto das radionovelas foi pensado com o surgimento da Rádio Justiça, em 2004. Mas elas só começaram a ser produzidas recentemente. Com a inauguração da nova freqüência da rádio, em Brasília (104,7 FM), houve uma reformulação em todos os programas.

Até agora, a Rádio Justiça já exibiu três radionovelas. A primeira foi uma homenagem ao antigo Supremo Tribunal Federal, chamado durante seu início de Casa da Suplicação. Depois, tratou do caso do fazendeiro Manuel da Mota Coqueiro, de Macaé, condenado à morte por enforcamento no fim do século 19 sob acusação de ter mandato assassinar Francisco Beneditino, sua mulher e seis filhos. Descobriu-se depois que Coqueiro não fora o mandante. Esse episódio, narrado por José do Patrocínio em Mota Coqueiro foi fundamental para que o imperador Pedro II abolisse a pena de morte.

O programa será transmitido nos seguintes horários: 8h50, 12h50, 14h50, 18h20, 21h50, 23h50, 1h50, 3h50 e 5h50, sempre de segunda a sexta-feira, substituindo, temporariamente, o programa Justiça em Cena. A Rádio Justiça pode ser acessada pelo site www.radiojustiça.gov.br ou sintonize em 104,7 MHz, em Brasília.

Revista Consultor Jurídico, 17 de abril de 2008

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